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2004-10-01

 

Portugal cada vez mais pobre


Em 2001 havia dois milhões de portugueses nesta situação. Portugal é também o país com maior disparidade na distribuição dos rendimentos e lidera no abandono escolar precoce
Portugal é um dos países da União Europeia com as taxas mais elevadas de risco de pobreza, que atinge dois milhões de pessoas, mantendo-se na cauda da Europa mesmo com a entrada dos novos Estados-membros, potencialmente mais pobres.
Segundo o relatório sobre «A situação actual na União Europeia» em 2004, divulgado esta sexta-feira pela Comissão Europeia, em Bruxelas, o país mantém uma elevada percentagem de pobreza relativa mesmo depois dos apoios sociais, ou seja, da atribuição de pensões e subsídios.
Assim, em 2001, 20 por cento dos portugueses, ou seja, dois milhões de pessoas, viviam com um rendimento inferior ao limiar do risco de pobreza, correspondente a 60 por cento da média nacional do rendimento. Na mesma situação está a Grécia e, com um ponto percentual mais (21 por cento), a Irlanda. Até a Letónia, considerado o país mais pobre da UE, tem uma taxa de risco de pobreza inferior à portuguesa, na ordem dos 16 por cento.
A taxa de risco de pobreza no país aumenta para 24 por cento quando excluídas as ajudas sociais. Portugal é um dos países que menos dinheiro gasta com a protecção social por habitante, na ordem dos 3.644 euros em 2001. Este factor contribui para um outro em que Portugal aparece de novo na posição mais desfavorável: a exclusão social declarada, ou seja, a quantidade de pessoas que declaram sentirem-se excluídas, inúteis ou abandonadas pela sociedade.
Neste indicador social, o país lidera a lista, com 15 por cento das pessoas a afirmarem sentirem-se naquelas condições, mais do dobro do nível mais inferior, verificado na Dinamarca e Holanda (sete por cento). De acordo com o documento produzido por Bruxelas, normalmente esta percepção acompanha outros indicadores objectivos: "quanto mais baixo o Produto Interno Bruto per capita, mais alta a taxa de emprego e a prevalência de pobreza extrema, maior o nível de exclusão social declarada". O relatório confirma ainda Portugal como o país da União Europeia com a maior disparidade na distribuição dos rendimentos, com 20 por cento dos ricos a receberem 6,5 por cento mais do que 20 por cento da população mais pobre, segundo dados de 2001, quando a média da UE-25 foi de 4,4. O país só é mesmo ultrapassado pela Turquia, com níveis de disparidade de 11,2 por cento. Todos os países do alargamento, incluindo os candidatos Roménia e Bulgária, têm diferenças menos acentuadas que Portugal. O único Estado-membro que se aproxima do nível português é a Estónia (6,1).
A participação cívica é outro dos indicadores sociais analisados e, mais uma vez, Portugal está na cauda da Europa: juntamente com a Grécia, regista a menor percentagem de pessoas que participam em, pelo menos, uma actividade organizada, na ordem dos 25 por cento, seja em organizações não governamentais ou associações locais.
O documento confirma ainda outros factores como o elevado nível de abandono escolar precoce em Portugal: em 2002, apenas 43,7 por cento da população entre os 18 e os 24 anos acabou o ensino secundário, número que só é ultrapassado por Malta, onde apenas 39 por cento da população terminou o liceu. São os rapazes que abandonam mais facilmente a escola, na ordem dos 53 por cento, contra 38 por cento das raparigas.
Além disso, o desinteresse pela aprendizagem é demonstrado ao longo da vida, uma vez que, no mesmo ano, apenas 2,9 por cento dos portugueses procuraram um tipo de educação ou formação complementar e muitos dos que o fizeram, possuíam já qualificações elevadas.
O relatório sobre "A situação social na União Europeia" em 2004 analisa um conjunto de indicadores sociais como a população, educação e formação, mercado de trabalho, protecção social e rendimentos, entre outros.

# posted by Luis Silva @ 7:20 da tarde


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